domingo, março 29, 2009
domingo, dezembro 07, 2008
Foral de Mondim de Basto, Cerva, Atei e Ermelo

Imagens retiradas do Site da Direcção-Geral de Arquivos : Livro dos Forais Novos de Trás-os-Montes (pesquisa: Código de referência PT-TT-LN/44 )
quinta-feira, junho 12, 2008
(Imagem retirada da Web)Nesta noite de Santo António
A todos o coração vai saltar
Dizem que o santo é homem
Que faz todos namorar
Sem brejeirice, é certo
O futuro pode mudar
Ora, está nas mãos do Santo
O fado contrariar
Mas, em hora de folia
Será que há tempo de pensar?
Vamos entrar na roda,
Toca a rodopiar.
De cantiga em cantiga
António, o Santo,
Da farra vai gostar
Anda, vem daí saltar
Esquece por momentos
O “Euro”, de bolas a rodopiar.
Salta, salta, p’ró Santo
Aproveita o que tem para te dar
Como é certo e sabido
Se está mesmo a adivinhar
Que estas quadras servem
Para uma boa noite desejar.
Bom Santo António!
Maricelper
terça-feira, maio 27, 2008
fazem parte de nós.
São a sombra,
o pulmão,
o pão
a vida.
As árvores,
são o banco,
descanso
do corpo
cansado,
o psicólogo
o médico
a alma
As árvores são
murmúrio profundo
do vento que passa
São leito,
palco de coitos,
fervorosos...
cantigas chilreantes
de vida
árvores são
casas
paus d'amparo
cajados de velhos
muletas amputas
o presente
o ausente
o horizonte
As árvores
são cor
brilhos
dor
berço
que conduz
pela eternidade.
Maricelper, 27 de Maio, 2008
sábado, maio 24, 2008

Mulher
Âmago, corpo,
Seio de alimento,
Seiva pura de vida
Fermento
Mulher
Tu, de peito rasgado
Pela luta de alvitrada dor
Que consome, por vezes,
a alma.
Corroendo partes de ti
Te esvazia o ventre
Te criva no coração
Lanças desorientadas
De esperança.
Tu,
cada vez mais mulher,
cada vez mais poderosa
Explodes. Sôfrega de paz
Por momentos, o mundo cai.
A teus pés, tudo parece ruir.
Acordas no intimo
Aquela força regeneradora,
Capacidade perpétua
De reconstruir
guerra sem tréguas
Lutas Metamorfósicas
Metastases enlutadas
Mulher
Corpos que se agitam
Luzes que se acendem
De novo
Pelo poder da tua força
Pela génese do teu ser.
Tu és, e serás
Sempre,
Eternamente
Mulher!
domingo, fevereiro 17, 2008
São Bartolomeu de Cavês. Guerrilhas rurais.
"
"
retirado de:
Archivo pittoresco semanario illustrado Por Castro Irmão
Chorosos versos meus desentoados,
Sem arte, sem beleza e sem brandura,
Urdidos pela mão da Desventura,
Pela baça Tristeza envenenados:
Vede a luz, não busqueis, desesperados,
No mudo esquecimento a sepultura;
Se os ditosos vos lerem sem ternura,
Ler-vos-ão com ternura os desgraçados:
Não vos inspire, ó versos, cobardia
Da sátira mordaz o furor louco,
Da maldizente voz e tirania:
Desculpa tendes, se valeis tão pouco,
Que não pode cantar com melodia
Um peito de gemer cansado e rouco.
Bocage
quinta-feira, dezembro 20, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
quinta-feira, novembro 01, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
domingo, setembro 09, 2007
Ribeira de Pena, no You Tube
Agunchos
Bustelo
Salvador
Embalada na noite
Ouço o silêncio
Que foge,
Entre os dedos,
Pestanejo no sonho
A aventura diurna.
Calo no ventre
A ânsia de sorrir,
Calo na alma
A vontade
De fugir.
Embalada na noite,
Estendida,
Sob o meu corpo,
Leito de nuvem,
Algodão de luz
Adormeço.
Um sono profundo.
Embalada na noite
Que cala o mundo.
Maricelper
5-09-2007
domingo, julho 16, 2006
Hoje, resolvi revisitá-lo. Varrer as teias de aranha. Abrir as janelas. Deixar entrar o ar.
Afinal, já passaram três anos. Três compridos anos, onde muita coisa aconteceu...
Bom, hoje resolvi colocar aqui um poema escrito há longo, longo tempo. É um poema de que gosto muito. Fala do homem, da evolução e da sua constante reescrita da vida.
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O que nunca disse é que ele se rescreve,
sempre, mesmo na vida duma criança!
Na corrente dum rio, na vida dum vegetal
ou, até mesmo, na grandiosa arte monumental,
num curriculum de vida, qual pergaminho medieval.
Dos velhos scriptoria fica a lição:
É preciso ler, não só com os olhos
mas, também com o coração!
Obrigado ó homem que deixas a marca da tua essência
nesse palimpsesto legível mesmo na tua ausência
tangivel pelos nossos sonhos o teu modus vivendi
Muitas vezes quebra cabeças, deste mundo racional,
mester rasgado do foro mental,
da escrita por ti apagada nessa pele de animal.
Dos velhos scriptoria fica a lição:
É preciso ler, não só com os olhos
mas, também com a emoção!
Ó Homem! não importam os suportes que fruíste...
sejam as rochas que riscaste, sejam as rochas que esculpiste,
ou as tabuínhas enceradas, plenas de traços cuneiformes.
Papiros, pergaminhos e papeis eternizados por signos uniformes,
qual solo transformado pela inscrição da tua trânsumancia,
na enorme profusão de construções que nos legaste,
inquietação, constante, de prepectuar a tua vivência.
Dos velhos scriptoria fica a lição:
É preciso ler, não só com os olhos
mas, também com paixão!
Perdoa ó homem as falhas que temos!
nesta avidez consumista nem sempre te compreendemos,
apesar da leitura, desses palimpsestos que fazemos.
Efemérides rasas de vida,
estratigráficas e infinitas marcas
de memórias triadas pelo crivo dos tempos.
Dos velhos scriptoria fica a lição:
É preciso ler, não só com os olhos
mas, também com gratidão!
________
Poema dito em:
http://www.vimeo.com/clip:87582#
domingo, abril 17, 2005
Que este Domingo te embale
no fogo dos sonhos
Que este Domingo te afague
nas falanges longas da vida
Que este Domingo te sorria
com o sol que teima em fugir
Que este Domingo te dê Paz
nas entranhas dos segredos
Que este Domingo não fique
apenas mais um Domingo!
hoje, 17 de Abril de 2005
quinta-feira, janeiro 22, 2004
PERGAMINHO
Jan Muá
Dedicado à Celeste Pereira,
amiga e conterrânea
Ela me atende
Me recolhe e me cuida
Como se eu fosse um pergaminho
Me pega folha por folha
Como se eu fosse um documento raro
Ou matéria viva de um arquivo
Ela me recolhe e se aplica à leitura
Letra por letra
E me classifica
Para chegar a atodas as minhas entrelinhas
Ela me perscruta nos meus variados registros
Numa profunda leitura
De concentrada emoção e paixão
Ela me lê poeticamente
Me enredando num largo abraço
Do tamanho de um oceano.
Jan Juá
03 de janeiuro de 2004
domingo, janeiro 11, 2004
Há dias este poeta Luso-Brasileiro escreveu-me um poema. Deixo-o aqui para partilharem comigo.
Obrigado Jan de Muá.
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PASSOS CELESTES
Jan Muá
7 de janeiro de 2004
De minha janela vejo toda tua ação
Dedicada e escondida no silêncio
Vejo tua animação tocando as coisas
Dando-lhes vida
Fazendo-as nascer e aparecer
Nas dobras de alguns segredos
Vejo-te aplicada
Na animação que a vida te dá
Soberana e livre
Curtindo a tua vontade de ser
E de fazer
Personaliza-te seres de um nobre tronco
Que vem dos céus
Como se foras fio de ligação com a Terra
Agindo na emoção fraterna
Que motoriza teus passos.
Jan Muá
Poema dito: http://www.vimeo.com/clip:89849
